Grupo de famílias, incluindo mães atípicas, pede fiscalização, diálogo e critérios claros na seleção dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida
Quinta-feira, (20) de agosto de 2026
Mães e famílias de Petrolina realizaram, nesta quinta-feira (20), um protesto em frente à Prefeitura Municipal para cobrar respostas sobre o processo de seleção dos beneficiários do Residencial Nova Vida III, empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, localizado no bairro João de Deus.
O movimento reúne famílias que enfrentam dificuldades para ter acesso à moradia e que afirmam estar preocupadas com a falta de informações, diálogo e transparência sobre o processo de inscrição e seleção dos futuros beneficiários.
Nos últimos dias, algumas famílias chegaram a ocupar unidades ainda em fase de construção do residencial como forma de chamar a atenção das autoridades para a situação. Segundo as manifestantes, a ação não tem como objetivo permanecer nos imóveis, mas provocar uma resposta do poder público e reforçar a necessidade de que o processo de seleção seja acompanhado e fiscalizado.
“Nós estamos ocupando para chamar atenção para que o processo de seleção seja justo e honesto. É um protesto para pedir fiscalização. A gente quer transparência e segurança de que as inscrições e a seleção serão feitas de forma correta. Não estamos dizendo que vamos ficar nas casas. Estamos lutando para que o processo seja honesto e que todas as famílias tenham seus direitos respeitados.”
Para as mães e famílias, a questão vai além da conquista de uma casa. Trata-se do direito à moradia digna e da necessidade de garantir que famílias em situação de vulnerabilidade tenham igualdade de condições, critérios públicos e segurança durante todas as etapas da seleção.
O grupo reforça que não pretende fazer acusações contra pessoas ou instituições sem comprovação. O que as famílias solicitam é informação oficial, fiscalização e transparência, para que não existam dúvidas sobre os critérios utilizados e para que o processo possa ser acompanhado pela sociedade.
Entre os principais pedidos estão:
- divulgação clara dos critérios utilizados para seleção dos beneficiários;
- transparência sobre as etapas e prazos do processo;
- esclarecimentos sobre a situação das inscrições;
- fiscalização e acompanhamento do processo pelos órgãos competentes;
- abertura de um canal efetivo de diálogo com as famílias;
- garantia de que os critérios previstos no programa sejam respeitados;
- atenção especial às famílias em situação de vulnerabilidade, incluindo mães atípicas e pessoas que enfrentam dificuldades sociais e habitacionais.
As manifestantes fazem um apelo à Prefeitura de Petrolina e aos órgãos responsáveis pelo programa para que recebam as famílias, escutem suas reivindicações e apresentem respostas oficiais.
“A gente não quer privilégio. A gente quer justiça. Queremos saber como o processo está acontecendo, quais são os critérios e ter a certeza de que todas as famílias serão tratadas com respeito e igualdade. O nosso pedido é que haja fiscalização e transparência.”
O movimento também pede que a situação seja acompanhada pela imprensa, pelos órgãos de controle e pela sociedade civil, justamente para que o processo ocorra de maneira pública, responsável e segura para todas as famílias envolvidas.
As mães ressaltam que o protesto é uma manifestação por moradia, dignidade, respeito e transparência, e esperam que o poder público estabeleça um diálogo direto com as famílias e apresente os esclarecimentos necessários.
ASCOM
