ADVOGADO É PRESO SUSPEITO DE MATAR COLEGA DE PROFISSÃO POR DISPUTA DE TERRA NO NORTE DA BAHIA

Homem de 53 anos é apontado como principal suspeito da morte de Diego Fraga de Castro, de 41 anos, encontrado morto dentro de um carro com marcas de tiros.
Sexta-feira (14) de agosto de 2026 
Um advogado de 53 anos, apontado como principal suspeito de envolvimento na morte do advogado Diego Fraga de Castro, foi preso nesta sexta-feira (14). A prisão fez parte da Operação Emboscada, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nos municípios de Jeremoabo, situado no Nordeste Baiano, e Paulo Afonso, maior referência do Norte da Bahia.

O inquérito policial aponta que o suspeito mantinha antigas rixas e desavenças com a vítima relacionadas a uma disputa por propriedades rurais em Jeremoabo. Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em uma propriedade vinculada ao investigado, foram localizadas duas armas de fogo, além de um caminhão com placa falsa e registro de roubo. O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e receptação.

Na mesma propriedade, outros dois homens foram localizados e presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Também foram apreendidos aparelhos celulares e outros objetos de interesse da investigação, que serão submetidos à análise e perícia para obtenção de novos elementos relacionados ao homicídio e à possível participação dos presos no crime.

O cumprimento das medidas judiciais foi acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com observância das prerrogativas legais inerentes ao exercício da advocacia.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e a realização de novas ações para entender a dinâmica do homicídio, identificar a participação de outros envolvidos e reunir elementos que possam confirmar a responsabilização dos autores.

Relembre o crime
Diego Fraga de Castro tinha 41 anos e foi encontrado morto dentro de um carro, na zona rural de Jeremoabo, no dia 4 de agosto. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo. Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Paulo Afonso manifestaram pesar pela morte e cobraram uma investigação rápida do caso.

A OAB informou que acompanharia as investigações e indicaria um representante para monitorar o andamento do caso. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer como o homicídio aconteceu, identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas que possam levar à responsabilização dos autores.


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