ECONOMIA BRASILEIRA BOMBA COM LULA: DÓLAR FECHA ABAIXO DE R$ 5,00 PELA PRIMEIRA VEZ EM 2 ANOS E IBOVESPA SUPERA OS 198 MIL PONTOS

Moeda dos EUA fechou a R$ 4,99. Já a bolsa brasileira bateu recorde com apoio de commodities e fluxo externo
Segunda-feira, (13) de abril de 2026
O dólar fechou abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez em dois anos e o Ibovespa superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13), marcando um dia de forte desempenho para os ativos brasileiros. A valorização da bolsa e a queda da moeda estadunidense ocorreram após declarações do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo com o Irã, o que trouxe alívio aos mercados globais. As informações são da agência Reuters.

Segundo informações do mercado financeiro, o movimento foi impulsionado pela expectativa de redução das tensões geopolíticas e pelo ingresso de recursos estrangeiros no Brasil. A cotação do dólar e o desempenho do Ibovespa refletiram a mudança de humor dos investidores ao longo do dia, após um início marcado por incertezas.

O dólar encerrou o pregão com queda de 0,25%, a R$ 4,9980, menor valor de fechamento desde março de 2024. Esta foi a quarta sessão consecutiva de desvalorização do dólar frente ao real. No acumulado do ano, a divisa registra recuo de 8,95%. No mercado futuro, o contrato para maio também caiu, sendo negociado a R$ 5,0150 no fim da tarde.

O dia começou com pressão sobre o real, acompanhando a valorização do dólar no exterior. A tensão aumentou após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia bloquear o Estreito de Ormuz, enquanto autoridades iranianas indicaram possibilidade de retaliação em portos da região do Golfo.

O cenário mudou no início da tarde. Trump declarou que o Irã havia demonstrado interesse em retomar negociações. “Eles gostariam de fechar um acordo”, afirmou. O presidente norte-americano também disse que não aceitará um entendimento que permita ao país desenvolver armas nucleares.

A mudança de tom repercutiu rapidamente nos mercados. Investidores passaram a apostar em uma solução diplomática, o que fortaleceu moedas de países emergentes, incluindo o real. O dólar chegou a atingir máxima de R$ 5,0411 pela manhã, mas recuou para mínima de R$ 4,9826 no período da tarde.

Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, comentou a reversão do mercado ao longo do dia. “A despeito... do começo de dia ruim, bolsa para baixo e dólar para cima, o mercado deu uma bela virada em linha com Trump”, afirmou.

No cenário internacional, o dólar também perdeu força frente a outras moedas, como euro, libra e franco suíço, além de divisas latino-americanas, como peso chileno e colombiano.

Bolsa de Valores
Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,41% e fechou aos 198.132,23 pontos, renovando recorde histórico. Durante o pregão, o índice chegou à máxima de 198.173,39 pontos.

O desempenho da bolsa contou com o avanço de ações de grande peso, como Vale e Petrobras, impulsionadas pela valorização do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional. O fluxo de capital estrangeiro também sustentou o movimento positivo.

Mesmo com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o impacto sobre a bolsa brasileira foi limitado. O interesse de investidores externos manteve o mercado acionário em trajetória de alta.

No Brasil, o Banco Central realizou a venda de 50 mil contratos de swap cambial tradicional ao longo da manhã, com foco na rolagem de vencimentos previstos para maio, sem efeitos relevantes sobre as cotações.

O desempenho simultâneo do câmbio e da bolsa reforça o peso do cenário internacional sobre os ativos brasileiros, em especial diante de sinais de distensão geopolítica e do apetite global por mercados emergentes.


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