Aos 31 anos, prefeito do Recife reforça dinastia Arraes no PSB e se compromete com reeleição da chapa Lula-Alckmin
Domingo, (01) de junho de 2025
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| Prefeito do Recife João Campos (PSB), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Foto: Ricardo Stuckert |
A chegada de João à presidência do PSB tem como prioridade a consolidação da aliança com o PT de Lula para 2026, com a defesa explícita da manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa à reeleição. O gesto mira a estabilidade da frente ampla e reforça a posição do PSB como aliado estratégico do campo progressista no próximo ciclo eleitoral.
Internamente, no entanto, a legenda enfrenta disputas por protagonismo em estados-chave. Em São Paulo, o ministro Márcio França (PSB) articula uma possível candidatura majoritária ao Palácio dos Bandeirantes, que deve entrar em rota de colisão com interesses petistas. No PT, há setores que defendem uma candidatura de Geraldo Alckmin ao governo paulista.
No Rio de Janeiro, o ex-deputado Alessandro Molon é cotado para o Senado, mas a base lulista também pleiteia o espaço. A tensão entre alianças nacionais e interesses regionais tende a marcar a gestão do novo presidente.
Em Pernambuco, berço político da família Campos, o desafio será ainda mais pessoal. Após a derrota do PSB no primeiro turno das eleições de 2022, João Campos tentará recuperar o governo estadual, hoje nas mãos da adversária Raquel Lyra (PSD). A disputa local se tornou prioridade para manter a influência da sigla no estado.
Durante a convenção partidária na última sexta-feira (30), João sinalizou que o PSB buscará ampliar sua presença no debate público e no embate eleitoral: “Vamos continuar em movimento, presentes nas ruas e fazendo o dever de casa”, afirmou.
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