Segundo o New York Times, empresário consumia cetamina, ecstasy e cogumelos alucinógenos enquanto exercia papel de conselheiro na gestão Trump
Domingo, (01) de junho de 2025
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| Elon Musk com olho roxo - Foto Divulgação |
Além da cetamina, seu padrão de consumo envolveria também ecstasy e cogumelos alucinógenos. O suposto aumento no uso dessas drogas teria ocorrido paralelamente ao momento em que Musk doou cerca de US$ 275 milhões (equivalente a R$ 1,5 bilhão) à campanha de reeleição de Trump e passou a liderar um grupo interno na administração federal, conhecido como Departamento de Eficiência Governamental — DOGE, na sigla em inglês.
Na quarta-feira à noite, Musk anunciou oficialmente sua saída da função. O período foi marcado por comportamentos controversos, incluindo ataques públicos a membros do governo e um gesto durante comício que chegou a ser comparado a uma saudação nazista. O empresário também esteve no centro de polêmicas pessoais, como a revelação da existência de um filho secreto com Ashley Clair.
A DEA (agência antidrogas dos EUA) classifica o ecstasy como substância controlada de Classe I — ou seja, com uso médico proibido e completamente vedado a servidores federais. No entanto, Musk atuava como “funcionário especial do governo”, o que, segundo as normas internas, o eximia de certas restrições. A cetamina, por sua vez, está na Classe III, podendo ser prescrita, mas o uso recreativo combinado com outras substâncias poderia configurar violação das diretrizes federais sobre ambiente de trabalho.
Apesar disso, fontes ouvidas pelo NYT afirmaram que o empresário mantinha uma relação “séria” com a cetamina, fazendo uso quase diário da droga. A prática contrasta com o que Musk declarou em março de 2024, durante entrevista ao jornalista Don Lemon. “Se você usou cetamina demais, não consegue trabalhar, e eu tenho muito trabalho”, disse o bilionário minimizando a quantidade ingerida.
Ainda conforme a reportagem, os relatos ainda indicam que, no primeiro semestre do ano passado, Musk teria confidenciado a pessoas próximas que os efeitos da droga já afetavam sua bexiga — uma consequência conhecida do uso prolongado da substância, que pode provocar distorções sensoriais e dissociação da realidade.
O comportamento do bilionário começou a gerar desconforto até mesmo entre seus antigos aliados. Em janeiro, o podcaster e escritor Sam Harris, que já foi próximo a Musk, declarou publicamente: “Há algo seriamente errado com sua bússola moral, senão com sua percepção da realidade.”
Não há confirmação se Musk participou de reuniões oficiais sob efeito de drogas. Entretanto, sabe-se que, em sua posição, ele teve acesso a encontros sensíveis com chefes de Estado e exerceu influência direta em decisões sobre cortes orçamentários do governo federal.
Diante das revelações, o porta-voz da Casa Branca, Harrison Fields, preferiu não comentar sobre possíveis exames toxicológicos aplicados a Musk. Limitou-se a afirmar que “Elon Musk uniu-se aos esforços da Administração Trump para cortar desperdícios, fraudes e abusos. O DOGE e sua missão principal agora estão incorporados ao funcionamento do governo federal e continuam a promover eficiência e economia de recursos públicos.”
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