Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf
Terça-feira (07) de julho de 2026
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| Flávio Bolsonaro e Márcio Canella. Foto: reprodução |
O delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na gestão Cláudio Castro (PL), também é alvo da operação. Ao todo, os agentes cumprem 19 mandados na capital fluminense e em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
A ação integra a sexta fase da Operação Unha e Carne, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação mira uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do Comando Vermelho com participação de agentes públicos.
A PF afirma que o caso envolve movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com base em relatório do Coaf. Os investigadores apuram suspeitas de contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem surgir no avanço da apuração.
Investigação envolve postos, agentes públicos e política no Rio
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| Marcio Canella, Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro, Douglas Ruas e Rogério Lisboa. Foto: reprodução |
Marcus Amin assumiu a chefia da Polícia Civil em outubro de 2023, após pressão de deputados estaduais sobre Cláudio Castro. Ele substituiu o delegado José Renato Torres, que ficou cerca de um mês no cargo e resistiu a indicações feitas por integrantes da Alerj.
Amin deixou o comando da Polícia Civil em setembro de 2024, quando o delegado Felipe Curi assumiu o posto. Pouco depois, recebeu um cargo de coordenador de segurança na Alerj, então presidida por Rodrigo Bacellar (PL), atualmente preso.
A relação política entre Canella e Amin já havia aparecido na Assembleia Legislativa do Rio. Quando exercia mandato de deputado estadual, Canella condecorou o delegado com a Medalha Tiradentes, principal comenda da Alerj; até a atualização do caso, Canella não havia respondido a contato, e Amin não havia sido localizado.

