Operação recolheu dinheiro e eletrônicos; Gladson Cameli afirma que valor tem origem privada e seria mantido em casa como uma reserva financeira.
Quinta-feira, (05) de fevereiro de 2026
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| Gladson Cameli (PP) ao lado do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes sociais) |
De acordo com informações apuradas pelo ‘UOL’, a operação tem como foco um suposto esquema estruturado de fraude na fase prática do exame para obtenção de registro de piloto. A apuração busca identificar se houve uso do cargo público para obtenção de vantagem indevida, além de possíveis irregularidades cometidas por instrutores, escolas de aviação e centros de prova.
A Polícia Federal investiga crimes de falsidade documental e corrupção. Segundo os investigadores, há indícios de que avaliações práticas para certificação aeronáutica tenham sido manipuladas, o que motivou o cumprimento do mandado contra o governador.
Em nota divulgada nas redes sociais, Cameli afirmou que os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e dinheiro durante a diligência. Segundo ele, a apuração está relacionada a uma escola de aviação local onde foi aluno. “Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas”, declarou.
O governador sustentou que a quantia encontrada é de origem privada. Ele afirmou tratar-se de uma “reserva financeira” pessoal e garantiu que irá apresentar a comprovação da procedência dos valores às autoridades responsáveis pela investigação.
“Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido. Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”, disse Cameli na nota.
O caso ocorre enquanto o governador responde a outro processo criminal no STJ. Nesse caso, Cameli é réu por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sob acusação de liberar recursos públicos sem licitação e favorecer a contratação de uma empresa ligada a seu irmão, Gledson Cameli.
Segundo a denúncia apresentada anteriormente, o esquema teria desviado cerca de R$ 16 milhões em recursos públicos. A Polícia Federal chegou a solicitar o afastamento do governador à época, mas o tribunal negou o pedido, alegando que os fatos investigados ocorreram em 2019, no primeiro mandato dele.
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