DEPUTADO BOLSONARISTA VINICIUS GURGEL DO PL É ALVO DE BUSCA E APREENSÃO DA PF POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Aliado de Alcolumbre e do partido de Bolsonaro é alvo de inquérito que apura lavagem de dinheiro e corrupção
Sexta-feira, (13) de fevereiro de 2026
Deputado Vinicius Gurgel ao lado de Jair Bolsonaro -- Foto: Reprodução
Policiais federais cumpriram nesta sexta-feira (13) mandados de busca e apreensão no Amapá em uma investigação que tem como alvo o deputado federal Vinicius Gurgel (PL-AP). As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações apuradas, equipes estiveram na residência do parlamentar, localizada na região central de Macapá, e também na sede do Partido Liberal (PL) na capital. Ao todo, oito mandados foram expedidos e estão sendo cumpridos no estado.

Um dos mandados também teve como alvo um depósito de materiais vinculado à prefeitura de Macapá, situado no bairro Santa Rita. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os objetivos específicos das buscas nem forneceu informações adicionais sobre o andamento da operação.

A investigação tramita no STF e apura a aplicação de recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e de obras públicas executadas em Macapá. O inquérito envolve suspeitas relacionadas ao período entre 2015 e 2019.

Quem é Vinicius Gurgel?
Vinicius de Azevedo Gurgel, nascido em 1978, é empresário e contador, formado em Ciências Contábeis. Ele exerce mandato de deputado federal pelo Amapá desde 2011, tendo sido reeleito em 2014, 2018 e 2022.

O parlamentar é filiado ao Partido Liberal e é casado com a secretária de assistência social de Macapá e ex-deputada estadual Luciana Gurgel (PL-AP), além de ser considerado um dos homens do prefeito de Macapá, dr. Furlan (MDB-AP) e também ligado a Davi Alcolumbre (UB-AP), presidente do Senado Federal.
O deputado Vinícius Gurgel (PL-AP) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (Instagram Vinícius Gurgel/Reprodução) 
Desde 2021, Gurgel é investigado no Inquérito 4.889, que apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do DNIT no estado.

Em 2023, a Procuradoria-Geral da República solicitou a quebra de sigilos no âmbito da investigação. Em janeiro de 2026, o STF encaminhou o caso à PGR após a realização de oitivas e delação que mencionou o nome do parlamentar.

Até o momento, a Polícia Federal e a defesa do deputado federal não se pronunciaram. BR-156.


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