MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E POLÍCIA CIVIL BARRAM ATAQUE A BOMBA EM SHOW DE LADY GAGA E 'SALVA CENTENAS DE VIDAS'

Agentes frustraram ataque a bomba de grupo que disseminava discurso de ódio contra o público LGBTQIA+, e cumpriram mandado contra suspeito de crime de terrorismo.
Domingo, (04) de abril de 2025
Lady Gaga usou look com as cores da bandeira brasileira no show em Copacabana — Foto: Reprodução/Instagram
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em ação conjunta com órgãos de segurança de outros estados e o Ministério da Justiça, prendeu jovens e adolescentes que planejavam um ataque à bomba durante show da Lady Gaga, realizado no último sábado (3), em Copacabana, que atraiu mais de 2 milhões de pessoas.

A operação, chamada “Fake Monster”, desarticulou o grupo que pregava discurso de ódio na internet e planejava atentados contra crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+.

De acordo com as investigações, os dois chefes do grupo são um homem do Rio Grande do Sul preso por porte ilegal de arma e um adolescente do Rio apreendido por armazenar imagens de exploração sexual infantil. Ao todo, nove pessoas foram alvo de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

Além de desarticular um grupo que disseminava discurso de ódio e tinha como alvo preferencial o público LGBTQIA+, a operação também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de terrorismo que acusava Lady Gaga de promover rituais satanistas e prometia se vingar. O suspeito foi localizado em Macaé, no Norte Fluminense. Ele não foi preso e responde por terrorismo e induzimento ao crime.

"Ele dizia que a cantora era satanista e que ele iria fazer um ritual satanista também, matando uma criança durante o show” disse o delegado Felipe Curi.

As autoridades destacam a importância da ação.
"Foi uma ação integrada que salvou centenas de vidas. Esses grupos, que são organizados, têm metas para alcançar notoriedade, para arregimentar mais expectadores, mais participantes, a maioria adolescentes, muitas crianças”, afirmou o delegado Luiz Lima, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

Segundo o delegado Carlos Oliveira, de acordo com a lei antiterrorismo, os atos preparatórios também podem ser considerados crimes: "Você não precisa esperar ele jogar o coquetel molotov. Ele demonstrou intenção, articulação com outras pessoas, e o ato preparatório pode ser considerado crime".

Lady Gaga levou 2 milhões de pessoas à praia de Copacabana
Show de Lady Gaga em Copacabana — Foto: Reprodução
Segundo a Riotur, a apresentação de Lady Gaga reuniu 2,1 milhões de pessoas em Copacabana. No ano passado, o show de Madonna levou 1,6 milhão à praia. O megashow teve discurso com choro e mensagem à comunidade LGBTQIA+, além de um desfile de hits, como "Bad Romance" e "Shallow", e canções de seu álbum mais recente, "Mayhem".

A cantora publicou neste domingo (4) uma mensagem de agradecimento. "Nada poderia ter me preparado para o sentimento que tive durante o show de ontem à noite, o orgulho e a alegria absolutos que senti ao cantar para o povo do Brasil. Jamais esquecerei esse momento", escreveu Gaga.


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