Quinta-feira, (07) de maio de 2026
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| Bolsonaro e Ciro Nogueira ministro da Casa Civil do PP • Foto: Isac Nóbrega/PR |
Segundo a PF, a fase busca aprofundar a apuração sobre corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O senador é suspeito de receber pagamentos que começaram em R$ 300 mil e chegaram até a R$ 500 mil para beneficiar o banqueiro no Congresso. Os pagamentos eram feitos por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, que foi preso preventivamente nesta quinta.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou bloqueio de bens, direitos e valores de R$ 18,85 milhões.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e mira pela primeira vez o núcleo político suspeito de envolvimento com crimes relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. A PF cumpre mandado de busca em endereços de Ciro Nogueira no âmbito da investigação.
A apuração avançou depois que investigadores encontraram, no celular de Vorcaro, diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa identificada apenas como Ciro. À época, o parlamentar afirmou conhecer Vorcaro, mas negou proximidade e disse não ter recebido pagamentos.
Nas mensagens, Vorcaro se refere ao senador como um “grande amigo de vida” e comemora uma iniciativa legislativa de Ciro que beneficiava o Banco Master. A data da mensagem, 13 de agosto de 2024, coincide com a apresentação de uma emenda à PEC da autonomia financeira do Banco Central.
A proposta de Ciro previa ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão. No mercado financeiro e entre políticos, a emenda foi vista como uma das primeiras “digitais” de favorecimento ao Master no Congresso. A cobertura do FGC era uma das principais estratégias do banco para impulsionar investimentos em seus CDBs.
A terceira fase, em março, avançou sobre suspeitas de corrupção de servidores do Banco Central que teriam atuado em favor do Master. Nessa etapa, Vorcaro voltou a ser preso após mensagens revelarem a existência de uma milícia privada ligada ao ex-banqueiro. Já a quarta fase, em 16 de abril, prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, suspeito de receber propina para ajudar o Master.
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