Investigação da Operação Route 156 aponta que Breno Chaves Pinto, suplente do senador, teria participado de esquema de fraudes em licitações e desvios de verbas do Dnit.
Sexta-feira, (22) de maio de 2026
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| Davi Alcolumbre e Breno Chaves. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Reprodução |
Breno foi indiciado sob suspeita de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Em julho de 2025, endereços ligados a ele foram alvo de busca e apreensão na Operação Route 156, deflagrada pela PF.
Davi Alcolumbre não é investigado no caso e não há, até agora, registro de participação dele nas suspeitas. A assessoria do presidente do Senado afirmou que ele “não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente” e não interfere em contratações ou decisões administrativas do Dnit.
Na operação, a PF apreendeu pistolas, um fuzil e 250 munições na residência de Breno, que tinha registro de CAC. À época, os investigadores afirmaram que ele “se utilizava de sua proximidade com o senador” para, sob pretexto de influir em atos de agente público, obter vantagens indevidas.
Relatórios de inteligência financeira apontaram saques em espécie de R$ 2,3 milhões feitos por uma empresa de Breno. Para os investigadores, os valores são “forte indício de ocultação da destinação final dos recursos e de lavagem de ativos”.
Em 2024 que a empresa ligada a Breno Chaves havia assinado contratos, no fim de 2023 e início de 2024, para obras de R$ 354,5 milhões com verba federal. A LB Construções foi selecionada para uma obra de R$ 268 milhões do Dnit, em consórcio, e venceu três editais da Codevasf que somavam R$ 86,5 milhões.
Procurado, Breno afirmou que se manifestará após analisar o relatório final da investigação. Antes, ele havia negado irregularidades. A defesa dele não foi detalhada no material divulgado.
| Marcello Linhares, superintendente do DNIT/AP foi alvo de mandado de busca pela PF. — Foto: Divulgação |
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