EMENDAS DE PARLAMENTARES DA EXTRA-DIREITA BANCARAM GRUPO LIGADO À MÁFIA DA FAMÍLIA DOS BOLSONAROS, “DARK HOUSE”

Sábado, (16) de maio de 2026
Deputados e vereadores ligados à extrema-direita de São Paulo destinaram ao menos R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Com informações do Metrópoles.

Os dados aparecem em denúncias apresentadas pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), além de informações de transparência do governo e da Prefeitura de São Paulo.

Na sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas a projetos ligados ao grupo de entidades comandadas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme. Além da Go Up, a apuração cita o Instituto Conhecer Brasil, a Academia Nacional de Cultura e a Conhecer Brasil Assessoria.

A investigação busca informações sobre recursos enviados por parlamentares do PL, como os ex-deputados federais Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP), além dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Bia Kicis (PL-DF) e Mário Frias (PL-SP). Segundo a denúncia de Tabata, Frias teria destinado R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, sendo R$ 1 milhão para um projeto de “letramento digital” e R$ 1 milhão para um projeto esportivo.

A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL-SP) enviou R$ 100 mil ao Instituto Conhecer Brasil para aquisição de equipamentos no fim de 2023. Lucas Bove (PL-SP) indicou R$ 213 mil para projetos esportivos da mesma entidade, mas o repasse foi impedido por razões técnicas. Gil Diniz (PL-SP) destinou R$ 200 mil à Academia Nacional de Cultura para a série documental “Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende”, mesmo destino de uma emenda de R$ 1 milhão enviada por Carla Zambelli.

A denúncia também cita duas emendas do ex-vereador Atílio Francisco que somam quase R$ 3,6 milhões, destinadas a um evento literário gospel e a um evento de dança. Outros vereadores de São Paulo também tiveram emendas liberadas para a Conhecer Brasil no ano passado: Cris Monteiro (Novo), com R$ 100 mil para uma oficina tecnológica voltada a jovens, e André Santos (Republicanos), com R$ 750 mil para um congresso de inovação em educação.

Mário Frias negou irregularidades por meio de sua assessoria. Cris Monteiro afirmou que a emenda seguiu critério técnico: “A destinação da emenda seguiu análise técnica do projeto, que foi integralmente executado. A vereadora desconhece qualquer vínculo entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora mencionada na reportagem”. Lucas Bove disse que recebeu um “projeto que parecia interessante”, mas redirecionou o recurso por “questões documentais do proponente”. A decisão de Dino ocorre em meio à revelação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para viabilizar “Dark Horse”.


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