Réu passou por júri híbrido com cerca de oito horas de duração, nesta quarta-feira (29), no Fórum de Juazeiro, no norte da Bahia.
Quarta-feira, (29) de abril de 2026
O homem suspeito de assassinar o advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, em novembro de 2024, foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. O réu passou por júri híbrido com cerca de oito horas de duração, nesta quarta-feira (29), no Fórum de Juazeiro, no norte da Bahia.
Segundo informações, ele foi identificado como Lucas Matheus Avelino da Silva. O homem atuava como caseiro em uma das propriedades da vítima.
Ele foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da pena de reclusão, Lucas da Silva também foi condenado a pagar uma multa de R$ 500 mil à família da vítima.
A sessão foi realizada de forma híbrida porque o réu está preso no Presídio Regional de Rio do Sul, em Santa Catarina, onde foi localizado pela polícia no ano passado. Por isso, ele participou da sessão por videochamada.
A defesa do acusado, feita pela Defensoria Pública da Bahia, argumenta que ele não é o responsável pela morte do advogado. Ainda há possibilidade de recorrer da decisão por meio de apelação.
O réu também responde por outros três crimes cometidos dentro do presídio. Ele deverá ser transferido para o Conjunto Penal de Juazeiro.
Relembre o caso
O advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, de 57 anos, foi encontrado morto na zona rural de Juazeiro, no norte da Bahia.
Ele foi deixado às margens de um rio, no distrito de Itamotinga, com pés e mãos amarrados. A vítima tinha ainda perfurações de tiros e foi coberta por um carrinho de mão. O corpo foi localizado no dia 16 de novembro de 2024.
Câmeras que monitoravam o local, além de celulares e um notebook que pertenciam ao advogado, foram levadas pelos criminosos.
O enterro do advogado aconteceu ainda no dia 16 de novembro de 2024, no cemitério do distrito de Itamotinga.
Lucas Matheus Avelino da Silva, condenado pelo crime, foi preso no dia 28 de novembro de 2024. Ele foi encontrado na zona rural da cidade de Chapadão do Lageado, em Santa Catarina.
Ainda segundo informações, na época, foram solicitados exames periciais e testemunhas ouvidas para a identificação de Lucas da Silva como o responsável pelo homicídio.
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