Investigações internas expõem possíveis vínculos familiares controversos, levantam dúvidas sobre paternidade e revelam uma história com contornos macabros
Segunda-feira, (23) de março de 2026
Um escândalo de grandes proporções vem abalando os bastidores da Assembleia de Deus Missão em Marabá, no Pará. O caso, que inicialmente parecia restrito a questões administrativas e de sucessão, ganhou contornos ainda mais delicados após surgirem suspeitas envolvendo relações pessoais, paternidade e possíveis conflitos éticos dentro da liderança religiosa.
No centro das apurações está uma série de questionamentos sobre os vínculos familiares envolvendo Luciana Salles, Kennedy e o pastor Sales Batista. Diante da gravidade da situação, a realização de exames de DNA passou a ser considerada por membros da família, incluindo Raquel Viegas, como forma de esclarecer definitivamente a paternidade das crianças, pois há a suposição de que as crianças, até então consideradas netos, seriam, na verdade, filhos do próprio Sales Batista. A idade dos meninos coincide com o período em que o pastor mantinha um relacionamento com a nora.
O tema tem sido tratado com extrema cautela nos bastidores, não apenas pelo impacto familiar, mas também pelas implicações morais e institucionais que pode gerar dentro da igreja. A eventual confirmação de tais suspeitas pode abalar profundamente a credibilidade da liderança e provocar consequências irreversíveis na estrutura da instituição.
Outro ponto que intensifica a crise envolve o passado de Luciana Salles. Segundo relatos colhidos durante as apurações, ela seria garota de programa e teria sido apresentada a Kennedy pelo próprio pastor Sales Batista em circunstâncias controversas. Fontes afirmam que, à época, Kennedy já era casado, o que adiciona um elemento de possível quebra de princípios defendidos pela própria igreja.
Esses elementos, embora ainda não oficialmente confirmados, têm alimentado tensões internas e ampliado o desgaste público da instituição. O silêncio das partes envolvidas também contribui para o aumento das especulações. Enquanto isso, a crise já ultrapassa o campo pessoal e se consolida como um problema institucional.
Relembre o caso
A crise veio à tona, em dezembro do ano passado (2025), inicialmente como um processo de transição na liderança da Assembleia de Deus Missão em Marabá, após o afastamento do pastor Sales Batista. À época, o episódio foi tratado como uma mudança administrativa, sem maiores detalhes divulgados ao público.
Mas relatos considerados consistentes por lideranças da Assembleia de Deus indicam que Kennedy teria agido de forma consciente diante do relacionamento extraconjugal entre seu pai, o pastor Sales Batista, e sua esposa, Luciana Salles. Segundo essas fontes, ele não apenas sabia do envolvimento, como teria se aproveitado da situação para enfraquecer o pai e reconfigurar o controle de poder dentro da família, ou seja, o próprio filho tramou o caso do seu pai com a nora (sua esposa).
As apurações apontam que o objetivo seria retirar da mãe, Raquel Viegas, o domínio sobre o patrimônio familiar, majoritariamente sob sua gestão, e assumir essa posição. Há ainda suspeitas de um plano extremo: assassinar a própria mãe e atribuir a culpa ao pai, o que consolidaria o controle sobre os bens e neutralizaria ambos. Nesse contexto, Kennedy se veria como único herdeiro, ignorando a existência da irmã, Kelly Raquel, que enfrenta sérios problemas de saúde.
Desconfiada de movimentações atípicas, Raquel teria iniciado investigações por conta própria, chegando a contratar um detetive particular. As apurações teriam revelado que o próprio Kennedy facilitava os encontros entre Luciana e o pastor dentro da residência da família, aprofundando ainda mais a crise e a complexidade do caso.
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