Polícia cumpre mandados de busca e apreensão no apartamento de luxo do deputado federal, em Salvador, e em outros três endereços.
Terça-feira, (13) de janeiro de 2026![]() |
| O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é um dos alvos da operação da PF. Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados |
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira. As buscas são feitas em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia.
Em Salvador, o mandado de busca e apreensão é cumprido no edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, bairro com um dos metros quadrados mais caros da capital baiana.
O prédio luxuoso tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer com acesso ao mar, ancoradouro para barcos e teleférico. Os apartamentos podem ter até 993 m² e custar mais de R$ 55 milhões. No prédio, moram celebridades como o cantor Bell Marques e o jogador de futebol do Bahia Everton Ribeiro.
| Fachada da Mansão Windberger, no Corredor da Vitória, em Salvador — Foto: Rildo de Jesus/ TV Bahia |
Felix Mendonça Jr. nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador.
Felix Mendonça Jr. foi eleito pela primeira vez como deputado federal foi em 2010 e, desde então, ocupa o cargo.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Felix declarou R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, em 2022. Entre os bens, estão uma casa na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, avaliada em R$ 660 mil e uma embarcação avaliada em R$ 200 mil.
A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, em São Paulo e Goiás.
O esquema funcionava da seguinte forma: recursos públicos de emendas parlamentares eram direcionados para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que, ao executar os serviços contratados, superfaturavam os contratos e, desta forma, aconteciam os desvios do dinheiro.
Na nova fase, o Superior Tribunal Federal determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. O objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita.
Os investigados poderão responder pelos crimes de:
- organização criminosa
- corrupção ativa e passiva
- peculato,
- fraude em licitações e contratos administrativos,
- além de lavagem de dinheiro.
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