DEPUTADO FÉLIX MENDONÇA (PDT) É ALVO DE OPERAÇÃO QUE INVESTIGA SUSPEITA DE DESVIOS DE EMENDAS

Polícia Federal cumpre 9 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e Bahia. Investigações contaram com apoio da CGU e da Receita Federal.
Terça-feira, (13) de janeiro de 2026
O deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é alvo de uma nova fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (13). A ação, realizada com apoio da CGU e da Receita Federal, investiga um esquema suspeito de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, o parlamentar teria participação direta na organização criminosa por meio do então secretário parlamentar, Marcelo Chaves. A investigação indica que Félix Mendonça Jr. enviou ao menos R$ 4 milhões em emendas a prefeituras investigadas por fraudes em licitações.

De acordo com a PF, um assessor do parlamentar negociava repasses em troca de pagamentos ilegais, e o congressista teria recebido propinas provenientes de contratos em três municípios baianos.

Chaves, apontado como intermediário, negociava a destinação de emendas a municípios baianos, cobrava pagamentos ilegais de prefeitos beneficiados e atuava na operacionalização do repasse de propinas.

Mandados de busca e bloqueio de R$ 24 milhões
A operação foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF, que expediu nove mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de investigados. A PF afirma que a medida visa impedir a movimentação de valores ilícitos e assegurar recursos para eventual reparação ao erário.

As buscas foram realizadas na Bahia — nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz — e no imóvel funcional do deputado em Brasília.

Fases anteriores
A Overclean já teve outra etapa em outubro do ano passado, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e determinado o sequestro de valores em quatro estados. Na ocasião, o secretário nacional do Podemos, Luiz França, além de ex-secretários de Educação e Planejamento do Tocantins, foram alvos da operação.

Os investigados poderão responder pelos crimes de:
  • organização criminosa
  • corrupção ativa e passiva
  • peculato,
  • fraude em licitações e contratos administrativos,
  • além de lavagem de dinheiro.


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