Segundo o delegado, a criança teria sofrido diversas agressões, como socos, chutes e tapas na região da cabeça.
Quinta-feira, (22) de janeiro de 2026
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| Delegacia de Petrolina — Foto: Reprodução |
O delegado responsável pelo caso, Danilo de Freitas, informou que a criança deu entrada no Hospital Dom Malan (HDM) no dia 6 de janeiro e os médicos suspeitaram de agressão. Os profissionais acionaram a Polícia Militar, que deteve o suspeito ainda na unidade hospitalar.
Segundo o delegado, a criança teria sofrido diversas agressões, como socos, chutes e tapas na região da cabeça.
“Em relação à dinâmica dos fatos, essa se deu pelo fato do pai ter ficado com raiva pelo simples fato da criança de três anos ter simplesmente empurrado um outro filho desse autor, de três meses de idade”, diz o delegado.
“Agora o caso segue nas mãos do Ministério Público, nas mãos da Justiça para que lá esse autor desse fato grotesco, desse fato repugnante, ele possa ser devidamente punido”, completa o delegado.
O suspeito confessou o crime durante a audiência de custódia, mas foi liberado em seguida. Com o fim das investigações, a expectativa é de que a Justiça acate o pedido de prisão preventiva.
Uma vizinha, que preferiu não se identificar, informou que a família se mudou do Vale do Grande Rio com medo da reação da população. Ela conta que a criança tinha chegado há pouco tempo para morar com o pai e a madrasta, que já tinha outros dois filhos, além de um bebê de três meses, irmão da vítima. Os maus-tratos começaram desde que a criança se mudou.
“Eu via maltratando, batendo na criança como batia em um bicho. Teve um dia que eu fiquei até um pouco revoltada.”
A vizinha conta que o comportamento agressivo do pai da criança contra o filho foi uma surpresa para ela, que já era vizinha do acusado há mais de 15 anos.
“Eu não esperava isso dele, porque ele era uma pessoa muito boa, calada, fazia de tudo para a mãe.”
Em nota, o Hospital da Restauração informou que a criança continua internada e que não vai passar outras informações sobre o paciente, que é menor de idade.
As informações são do G1-Petrolina
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