Terça-feira, 27 de setembro de 2022
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Edmilson Freire da Silva, de 59 anos, afirmou que reagiu a uma agressão e esfaqueou Antônio Carlos. Foto: Thiago Gadelha |
Acompanhado da esposa, Edmilson Freire entrou no bar e perguntou: "Quem é Lula aqui?". Antônio Carlos, que deixou um filho de 10 anos, se identificou como apoiador do petista e começou a ser esfaqueado pelo assassino, apoiador de Jair Bolsonaro (PL), conforme relatos de testemunhas.
“Não se trata de um crime político, mas se trata de um crime que foi gerado devido à discussão por opiniões políticas diversas; da defesa de um candidato, e a intolerância política dessa defesa gerou as agressões”, disse o delegado Josafá Araújo Carneiro Filho à afiliada da Globo.
Preso, Edmilson Freire teria negado a motivação, argumentando que não tem opinião política e que todas as testemunhas estão inventando uma versão dos fatos que o prejudique. Ele já tem passagem na polícia por lesão corporal dolosa em ato de violência doméstica.
Nas redes sociais, o ex-governador Camilo Santana, candidato ao Senado pelo PT, lamentou o crime.
"Mais um caso inaceitável de violência, fruto da intolerância e do desrespeito à vida. Nosso país não pode aceitar como normal esse discurso de ódio. Nosso país precisa de paz", afirmou.
| Assassino é preso em Cascavel, no Ceará. — Foto: Thiago Gadelha/SVM |
